18 de setembro de 2007

Depoimento - Diabo verde, motorista de taxi.


"Resolvi trabalhar no horário dos cornos, porque dava mais... Bandeira Dois, gorjeta de bêbado... O horário é tranqüilo, trânsito livre... Uma vez um malandro pegou o táxi, lá na Ana Rosa e queria ir até Picanço, em Guarulhos. Tava fedendo a Velho Barreiro. Na época eu não sabia distinguir cheiro de bebida, agora eu tô ligeiro: o camarada tá cheirando a whisky é: pode entrar patrão, pra onde vamos patrão... Agora chega fedendo a boteco: tá ocupado, pega o do amigo lá de trás. Mas então, levei o safado até Guarulhos, na hora que chegou, olhou pro taxímetro e falou na maior caruda: não tenho dinheiro. Filha da puta, vai pagar como? Aí o cara enrolou, babou, tirou umas fitas de filme pornô da mochila e me deu. Aceitei pra não ficar no prejuízo, mas, se encontrar esse feladaputa de novo, o bicho pega...

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Quem começou com esse negócio de Diabo Verde, foi o finado Seu Odilon, porque quando eu comecei, na década de setenta, eu tinha o cabelo loiro até a cintura. Era a maior gozação dos caras. Aceitei o Diabo Verde, porque podia vim coisa pior, né...

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È, rapaz, desde 1976 na praça... Quanto?... É isso aí, trinta e um anos.... E com a minha senhora eu tô casado a vinte e sete, acredita?




Um comentário:

nat disse...

que tem haver cabelo loiro com diabo verde???????????