14 de setembro de 2007

Depoimento - Pipoqueiro da Rua Augusta



"O pessoal é muito bobo. Não vejo nada de mais: elas vendem o corpo e eu vendo pipoca. Qual o problema? Quando a pipoca sobra eu recolho tudo num saquinho e jogo naquele lixinho azul, ali. Se alguém quiser pegar, que pegue, problema deles... Eu não ofereço pipoca murcha pros clientes nem de graça... Antigamente, eu jogava pros passarinhos, mas a vizinhança começou a reclamar que enchia de pombo e que pombo da doença... Sabia dessa, rapaz? Pombo dá doença?... Pois é... Mas as meninas, as meninas são gente boa.... Compram, a maioria é fã da minha pipoca... Elas gostam mais é de meio a meio: meia salgada e meia doce... Agora, pros clientes mais chegados, eu tenho uma cachacinha aqui, de Governador Valaderes, que é um mel. Quer provar?"

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