30 de novembro de 2007

Nem na hora da morte

Na semana passada um sujeito foi morto em uma Pet Shop, na frente da esposa e filha após tentar reagir a um assalto. Na verdade o cidadão nem chegou a reagir, os ladrões chegaram e anunciaram: "Assalto!!" e ele questionou: "Assalto o quê!?!" e levou seis tiros na cara. O que me chamou atenção no caso não foi o crime em si que, apesar de bárbaro acontece constantemente na cidade, o que chamou atenção foi a tranqüilidade da esposa dando entrevistas na TV. A mulher reagiu a morte do marido como se cão-sem-dono fosse o defunto. Não esboçou a menor raiva, a menor revolta, passou, inclusive, um batonzinho pra aparecer melhor no vídeo. No SP TV ela deu o seguinte depoimento: "ele sempre dizia que se fosse assaltado reagiria... Quando ele tava caído no chão eu agachei perto dele e falei 'Por que você fez isso?! Eu te pedi tanto pra não reagir!'"... Imagino que depois dessas palavras ele tenha dado o último suspiro e caput! Ou seja, morreu levando pito da esposa.

Não sei se o sujeito era um canalha ou um santo, se batia ou era sustentado pela esposa ou tinha uma amante ou quem sabe era um poço de passividade... talvez a mulher tenha reagido daquela forma por estar em choque, isso não vem ao caso. Sei que me compadeci do sujeito. Tomar esporro segundos antes de expirar é muita sacanagem.

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