27 de agosto de 2008

Vodca Salvadora

Nesses dias descobri que a vodca salvou o mundo. Tá bom, se você acha que o mundo não está salvo, reformulo: se não fosse pela aguinha russa, o mundo poderia estar bem pior. Não estou falando isso para os bebum’s de plantão, a vodca também salvou os abstêmios de uma calamidade total. Explico: imaginem vocês se os russos fossem discípulos de Maomé. Se toda aquela nação fosse islâmica até o caroço. Não ia sobrar nem pó de paçoca pra contar história, só russo fundamentalista. Pois muito bem, isso quase aconteceu. Salvou-nos a birita.

Reza a lenda que o Grão Principe Vladimir, no Século X (se não me engano), naquela onda de tornar o seu país mais civilizado resolveu incorporar uma religião à massa. Encomendou uma pesquisa de mercado e lhe apresentaram duas: a Islâmica e a Cristã. O soberano pesou, mediu e concluiu que a cristã lhe caia melhor por pura permissividade etílica, ou seja, ao passo que a primeira condenava os borrachos a fritar no mármore do inferno, a segunda não só liberava o berinight como pregava a favor - Fato comprovado no livro sagrado.

Na ocasião da escolha, teria dito o Grão Principe: “Na Rússia beber é uma grande alegria e de outra forma não pode ser” e bateu o martelo: Sou cristão!

Cabe lembrar que o imperador, da mesma forma que o saudoso Boris Ieltsin, era chegado numa vodquinha. Cabe também acrescentar que a vodca que tomava não era a que conhecemos hoje, pura como uma lágrima - criação perfeita de São Mendeleev - composta de uma parte de álcool para duas de água. Ele tomava a vodca genovesa que tinha um processo de fabricação semelhante ao da “Maria louca” de presídio. Pegava-se um monte de casca e bagaço de frutas e legumes e botava para fermentar, a partir daquela fermentação se destilava a bebida. Devia ficar forte para chuchu.

É isso. Fomos salvos pela marvada. Graças a Deus.

Um comentário:

Elyana disse...

salve mendeleev, o homem com mais de uma razão pra virar santo!