11 de dezembro de 2009

É Sertaneja II (the Day after)

Os mesmo dois, no dia seguinte, tomando cerveja.

- Ontem eu fiquei pensando naquele negócio que você falou sobre a música do Extreme.
- A sertaneja?
- Essa mesmo. Pensei e cheguei a conclusão que ela não é sertaneja.
- Não, não é. É Rock Pauleira.
- Olha, presta atenção. Não só essa música não é sertaneja como as músicas sertanejas não são mais sertanejas.
- Como é que é o negócio?
- O negócio é que essas músicas são baladas. Essas duplas que se dizem sertanejas cantam baladas, não música sertaneja.
- Aí eu nem vou opinar porque quem entende desse tipo de música é você. Se eles estão cantando balada agora, problema de vocês.
- Você tá zoando porque sabe que eu estou com a razão e não quer dar o braço a torcer.
- Quem disse que eu não concordo com você? Concordo! Acho que me expressei mal, ontem. Realmente a música dos caras não é sertaneja.
- Não é. Não é.
- É brega. Tipo essas músicas do Gilliard, Fábio Júnior, Jessé... Lembra do Jessé?
- Ó você errado aí de novo. Não dá pra comparar Extreme com Giliard.
- Como não dá? Lógico que dá. A música é igual, a única diferença é que os portugueses nunca participaram do ‘Qual é a música?’.
- Por quê que eu perco meu tempo falando sério com você?
- Porque você é um trouxa que gosta de ouvir Gilliard.

Os dois trocam palavrões, depois pedem outra cerveja, brindam e passam a falar de outro assunto.